- E quando você vai começar a ceder aos seus desejos em vez de se preocupar em saciar os dos outros?
- Talvez quando eu me apaixonar por você!
- Estevão Eduardo -
sábado, 27 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
O destino, O amor
Uma vez me disseram que sempre tem alguém que lhe completa, que lhe ama, que se importa com você, mesmo que você não encontre agora, essa pessoa está lhe esperando assim como você espera por ela. E espera para que o destino cruze seus caminhos. E se o destino... Não, seria crueldade se o destino esquecesse de nos juntar, afinal o que ele junta nada separa, foi o que me disseram. E ele também pode nos juntar novamente - vai saber. Mas o destino só junta, o amor é que resguarda. Mas e se o nosso amor não nos guardar, não nos juntar? Eu teria que esperar o destino encontrar outra pessoa pela qual eu teria que me apaixonar a ponto de chorar todos os dias, assim como eu fiz com você? Mas eu não quero. Eu quero você. A culpa então seria do destino que já sabia que nosso amor seria impossível, ou de nós que fomos covardes o suficiente para não lutarmos por nosso amor? A culpa seria minha por não ir atrás de você, a única pessoa que tem cor e forma diante de tanta mesmice e escuridão? A culpa seria sua por ignorar um sentimento tão errado, mas que grita e cresce cada vez que se alimenta do meu desejo? O destino nos dará outra chance, isso eu tenho certeza. Mas quando será? Quando eu já estiver casado e infeliz com minha vida medíocre? Ou quando você já estiver...? Talvez nossos filhos se apaixonem assim como nos apaixonamos, mas por um egoísmo cínico não deixaremos eles ficarem juntos, por que no fundo nós gostaríamos de estar no lugar deles, e ceder aos seus desejos seria quebrar o nosso. Enfim, uma vez me disseram que o verdadeiro amor não passa, fica, e se eu passar eu espero que você fique, fique aqui comigo.
- Estevão Eduardo -
"Post No. 100"
- Estevão Eduardo -
"Post No. 100"
Instinto humano
"Não se pode ir contra o instinto da natureza humana... e o desejo é um deles."
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
domingo, 21 de junho de 2009
Lembranças
Uma estrela no céu.
A lua quase cheia.
O sol.
A brisa que vem do mar.
As flores que se abrem na primavera.
O frio gélido do inverno.
As folhas no chão.
Meus livros empilhados na estante.
Meu perfume com odor de meia-noite.
O relógio quando bate cinco da manhã.
O mar verde.
A música nunca tocada.
Aquele filme clichê.
Minhas mãos entrelaçadas uma as outras.
Aquela frase de Manuel Bandeira.
O lugar bendito.
O amor profano.
... tudo isso me lembra você!
Lembranças, lembranças, quando deixarão de ser apenas lembranças?
- Estevão Eduardo -
A lua quase cheia.
O sol.
A brisa que vem do mar.
As flores que se abrem na primavera.
O frio gélido do inverno.
As folhas no chão.
Meus livros empilhados na estante.
Meu perfume com odor de meia-noite.
O relógio quando bate cinco da manhã.
O mar verde.
A música nunca tocada.
Aquele filme clichê.
Minhas mãos entrelaçadas uma as outras.
Aquela frase de Manuel Bandeira.
O lugar bendito.
O amor profano.
... tudo isso me lembra você!
Lembranças, lembranças, quando deixarão de ser apenas lembranças?
- Estevão Eduardo -
Livro sem letras
E é assim que as vezes eu me sinto, como um livro com centenas de páginas, porém sem nenhum parágrafo, nenhuma frase, nenhuma letra. Um sentimento de falta, de existência - isso mesmo, existência e nada mais.
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
Amor: substância insossa
"Lembrei-me de ti, quando beijara teu rosto de homem, devagar, devagar beijara, e quando chegara o momento de beijar teus olhos - lembrei-me de que então eu havia sentido o sal na minha boca, e que o sal das lágrimas nos teus olhos era o meu amor por ti. Mas, o que mais me havia ligado em susto de amor, fora no fundo do fundo do sal, tua substância insossa e inocente e infantil: ao meu beijo tua vida mais profundamente ínsipida me era dada, e beijar teu rosto era insosso e ocupado trabalho paciente de amor, era mulher tecendo um homem, assim como me havias tecido, neutro artesanato de vida."
- Clarice Lispector -
- Clarice Lispector -
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Literatura
domingo, 14 de junho de 2009
Leve-me
Leve-me pra longe. Leve-me pra onde nosso amor seja verdadeiro. Onde nosso amor profano seja lindo. Quero olhar em teus olhos sem ninguém pra nos ver. Quero pegar em tuas mãos, beijar tua boca sem que ninguém nos interrompa. Quero poder falar no teu ouvido segredos só nossos. Quero poder acordar ao teu lado e programar nosso dia. Leve-me pra onde possamos casar. Leve-me pra onde você queira. Porém leve-me sempre contigo.
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
O vazio
O vento enlaça meu pescoço, enquanto o crepúsculo desce sobre minha pele quente recém saída da cama. E de repente um razio me consome, um vazio tão grande que me deixa pequeno, talvez até invisível, mas não invisível para outros e sim pra mim. Para outros me sinto nu agora, preciso urgentemente me cobrir. Mas de que importa? Me sinto só e por incrível que pareça não necessito de compania, há um certo prazer nessa solidão instântanea. Nada fere minha alma, nem mesmo o silêncio, que antes era o meu pior inimigo, agora não me assusta. Afinal onde está minha alma agora? Onde estão meus sentimentos? Há dias que procuro o motivo por ter me tornado tão frio, tão só e tão recluso num local onde não é meu mundo. Não conheço. Estou cego. Cego diante daquilo que antes me assustava e me dava prazer, agora nem o desejo imenso de me satisfazer me machuca mais. Olhei meu reflexo no vidro e tive nojo de mim mesmo, vergonha da pessoa que eu era e que agora me tornei, até parece que em meu rosto está escrito o que nunca revelei. Parei por uns segundos diante do meu quarto e não o reconheci, nem sei se ao menos eu estava ali, pelo menos meus pensamentos não, onde estariam então? A sua falta nem me fez falta agora, do que adiantaria ter você aqui, se esse vazio me consome e eu assim não poderia me entregar totalmente a você - quero dizer, eu nunca vou poder me entregar completamente a você... Mas o que está acontecendo então? Por que não sinto dor, porque minhas lágrimas não caem mais? Talvez a visão do vazio que eu tivesse penetrou completamente dentro de mim e agora começo a olhar não em volta, mas pra dento de mim mesmo. A visão dos beijos apaixonados, da alegria momentânea e da tristeza alheia já não me causam inveja. Me sinto agora morto. Quando renascerei? A resposta talvez venha com um fim, ou talvez com um novo começo. Pra dizer a verdade os começos sempre me dão tédio, e os fins, amo-os intensamente, me dão a noção de completo. Completo? Pelo que? Não sei. Só um verdadeiro motivo agora me daria a alegria de chegar até o fim.
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
terça-feira, 9 de junho de 2009
Primeira vez
E o sol poente entrava pelas frestas da janela aberta coberta pela persiana. As roupas no chão misturavam-se aos livros espalhados pela estante e pela casa. E Diego deitado no chão com os pés no sofá olhava atentamente para o teto, como querendo desbravá-lo e chegar até as estrelas. Pensava em tudo que ocorreu, e um misto de emoções penetrava-o como uma adrenalina que se misturava a uma sensação de paz. Tudo parecia confuso, afinal aquilo era tudo que ele queria, porém um sentimento de culpa o punia. Relembrava seus corpos entrelaçados como um só e nos beijos ardentes trocados entre os gemidos que saiam involuntariamente de suas bocas. Pensava como foi bonito e do modo como ele sonhava. Sentir aquele corpo sobre o seu, pingando o suor que cheirava a paixão e seu rosto pálido que tentava penetrar o mais fundo de sua alma. E o amor transformava-se em desejo, e o desejo em amor, nada mais. Nem uma palavra, apenas o silêncio e o som do coração pulsando no peito. E o desejo tornara-se pecado em sua mente, e o pecado tornara-se certo a medida que o amor se fizera errado. Por que amor e pecado são irmãos e não há um sem o outro. E tudo que Diego queria era poder olhar naqueles olhos novamente e partilhar da intimidade que agora já fora descoberta. E por entre seus pensamentos alguém bate à porta. Diego levanta-se e caminha para atender, quando ao abrir a porta encontra seu amor que quando o olha lembra-lhe que agora não são mais dois e sim apenas um, um só, em carne e alma.
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
Mudar, verbo transitivo
... e eu to cansando, cansado de não amadurecer, cansado de não viver meu grande amor, cansado de me satisfazer, cansado de ficar esperando alguém aparecer e me desenterrar da solidão. Eu quero crescer. Quero te ter ao meu lado. Quero alguém que me ouça e que me faça querer mudar.
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
Príncipios
"Pessoas me atraem mais do que príncipios, e pessoas sem príncipios mais ainda"
- Oscar Wilde -
- Oscar Wilde -
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Sobre mim
...e sobre mim, você deveria saber que eu não gosto de sua ausência.
Que eu não suporto esse desejo nojento de me satisfazer.
E que eu não tenho medo do que você me faz sentir.
- Estevão Eduardo -
Que eu não suporto esse desejo nojento de me satisfazer.
E que eu não tenho medo do que você me faz sentir.
- Estevão Eduardo -
Beleza de um segredo
"A beleza de um segredo consiste na fidelidade de quem o guarda."
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
A simplicidade

"A Física é a única ciência que tira a simplicidade das coisas mais belas da vida. A lista das coisas mais triviais e lindas é estragada com as leis inúteis que um ser humano inteligente que se preze não necessita. Não me interessa saber o por que do relógio fazer 'tic-tac' quando na verdade esse é o nosso único companheiro em dias de solidão."
- Estevão Eduardo -
sábado, 6 de junho de 2009
L´amour
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Minha tarde
Novamente estou eu aqui enterrado nessa solidão medíocre, nessa auto-piedade que eu mesmo abomino. Fingir é sempre bom, mas tudo que é bom um dia chega ao fim, afinal não fomos feitos para ser felizes. Eu poderia mentir sobre mim, e depois talvez contar a verdade. Eu poderia tornar uma tarde sua mais feliz. Eu poderia escutar suas histórias agora e fingir surpresa e encanto, enquanto repararia no seu rosto e suas mãos. Eu poderia ir até o seu trabalho e perguntar por você. Eu poderia ir até onde não posso apenas para nos encontrarmos. Eu poderia comprar seu biscoito favorito. Eu poderia fazer parte de você, assim como você já faz parte de mim.
E essa solidão novamente penetra minhas veias e borbulha chamando teu nome...
- Estevão Eduardo -
E essa solidão novamente penetra minhas veias e borbulha chamando teu nome...
- Estevão Eduardo -
terça-feira, 2 de junho de 2009
The youth

Adolescência, por que muitos não entendem o que se passa nessa fase?! Nossos pais e professores exigem de nós o que ainda não somos. Estamos em transição, como superar a linha que separa a infância da fase adulta? Precisamos cometer erros para aprender, deixem-nos cair para que possamos levanter com nossas próprias forças. Um adolescente nada mais é que uma criança que está aprendendo a ser responsável. Queremos ser grandes, e somos, por dentro. O mundo assim torna-se pequeno diante de tantos sonhos, paixões e erros. Na escola nos pedem para ser responsáveis e em casa nossos pais não nos deixam sair a noite porque ainda não temos idade suficiente. Então somos irresponsáveis que saem durante o dia ou responsáveis o suficiente para não sairmos a noite?! Na escola nossos professores dizem que devemos seguir o que queremos e em casa nossos pais planejam nossos futuros precisamente para que não possamos ter nenhum trabalho, futuro esse que muitas vezes não condizem com nossos desejos. Somos então prisioneiros de nossa própria liberdade?! Meu pai não é presente e minha mãe não me escuta. Sim, esse é o futuro do país que todos querem, ou pelo menos idealizam. Nossos pais e professores viveram o que estamos vivendo, mas com um pequeno diferencial: a 20 ou mais anos atrás. Minha amiga reclama porque os pais dela não entendem sua opção sexual, os pais dela nem ao menos sabem o que é amor. Os pais do meu amigo obrigam que ele faça uma faculdade que ele não quer, mas eles nem ao menos sabem o que é faculdade. A mãe de minha amiga diz que ela é uma criança, mas não a explica que ela já pode fazer outra criança, e já fez! O pai de um amigo diz que o ama, porém só o vê nos finais de semana. Somos grandes demais para entender o óbvio e pequenos demais para explicar o inexplicável!
- Estevão Eduardo -
Para escutar:
The Youth - MGMT
segunda-feira, 1 de junho de 2009
O meu problema
"O problema não está em não me apaixonar
... e sim em me apaixonar deliberadamente, e a cada vez que aparece uma pessoa que põe cor no meu mundo preto e branco."
- Estevão Eduardo -
... e sim em me apaixonar deliberadamente, e a cada vez que aparece uma pessoa que põe cor no meu mundo preto e branco."
- Estevão Eduardo -
Confissão de um amante - Parte II
Eu tenho um desejo. Um desejo de ser amado. Eu gostaria de saber que existe alguém que sente minha falta, que necessita só por um momento de mim. Eu gostaria de saber que existe alguém que pensa no modo como eu falo sem parar ou de como as vezes eu me fecho em meu mundo. Gostaria de saber que existe alguém que repara no meu sorriso, nas minhas mãos e que não consegue viver sem olhar nos meus olhos. Saber que existe alguém que procura saber dos meus gostos apenas para saber como eu sou. Que existe alguém que chore lembrando de mim e da falta que eu faço para essa pessoa. Exista alguém que sonhe acordado comigo. Alguém que queira ficar ao meu lado por toda a vida. Que queira me abraçar sem ter vergonha dos outros. Queira ficar, e não ir embora... como sempre fazem!
- Estevão Eduardo -
- Estevão Eduardo -
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