sexta-feira, 31 de julho de 2009

Teu corpo

O seu corpo é a janela que conduz ao pecado, é a visão do mundo através da beleza
É o encanto que traz de longe os pensamentos que ardem
É o que protege contra a minha frieza
Seu corpo é a tradução do belo em vários pontos
É querer estar perto e deslumbrar de encanto
É poder desbravar sem medo de errar
É querer estar perto, e sempre poder estar
Cada curva é a linha perfeita da perdição
É a estrada mais bela que conduz a exultação
Sem medo me perderia sem errar
O que me mata é esse desejo louco de não te amar
- Estevão Eduardo -

... amar

Eu quero o mel que escorre lento
Eu quero o doce que explode da fruta madura
Eu quero sentir o toque dos dedos frios
Eu quero a pressão que grita de encanto
Eu quero o hoje em forma de ontem
Eu quero o sabor salgado e morno que sai de você
Eu quero poder desfrutar da inocência perdida
Eu quero o assunto inacabado
Eu quero o olhar que mata e que dá vida
Eu quero o completo em forma de nada
Eu quero a manhã fria aquecida
Eu quero o sonho em forma de realidade
Eu quero penetrar no que eu não conheço
E depois sair, podendo dizer que estarei livre para amar de novo.


- Estevão Eduardo -

sábado, 18 de julho de 2009

O brilho do Sol

Ainda era noite. A chuva caia lá fora e dentro do quarto Hugo tentava dormir revirando-se na cama. Nada permeava seu pensamento apenas um vazio. E veio uma vontade repentina nele de se encolher entre os lençóis e desaparecer. Ele sentia um nada dentro dele, uma falta imensa de algo que nem ele sabia explicar - apenas sentia. Uma sensação começou a aliviá-lo, um alívio por saber que todos que ele amava, naquele momento, estavam dormindo em um sono profundo. Apenas ele, às quatro horas da manhã, estava acordado. Isso pertubava-o de certa maneira que logo veio uma vontade de gritar. Gritar para ser ouvido por quem fosse, apenas para ele ter a certeza de que ainda estava vivo. Algumas lágrimas corriam por sua face e algo prendia a respiração que ofegante tentava sair pela sua boca e sua garganta parecia estar sufocada. Ele suspeitava que naquele momento sua vida já não existisse, e que aquele sentimento de vazio era a morte, e a morte era o nada. Mas logo ele ouviu o som da chuva caindo na rua de sua casa, e ele lembrou que ainda estava vivo, mas o frio desacreditava-o. Naquele momento desejou nunca sair de sua cama, desejou nunca amanhecer, desejou nunca ter que contar a verdade, desejou ter que viver sonhando. Por que o sonho, o sonho sim era bom, no sonho não havia lágrimas, não havia frio, não havia chuva. Ele tomou coragem e decidiu se levantar e ir a janela e sentir o frio da chuva, as gotas que lavariam a alma e que o lembrariam de que a vida pode ser um sonho. A pequenos e vagos passos dirigiu-se até a janela e viu o Sol longínquo querendo aparecer dentre as nuvens amareladas. E o Sol lutando contra a força do frio, da chuva, das nuvens, tentava brilhar, pois já era chegada sua hora. E nessa hora Hugo já não brilhava mais.

- Estevão Eduardo -

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fases

"Tenho fases, como a Lua: fases de ser sozinho, fases de ser só seu."
- Cecília Meireles -

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Eu quero o Nada.

Ouvir isso agora me faria pensar em você, e eu não quero pensar em como poderia ter sido te encontrar. Em como seria confuso depois de tudo, ter que lidar com a ideia de que eu ainda te desejo. Como seria difícil separar dois corações ávidos pelo amor. Dois corações que sentem falta.
Como seria triste ter que encarar teus olhos, os mesmo que antes haviam me amado, e que agora estariam - com toda certeza - repelidos ao encontro dos meus. E o que faremos da próxima vez? Se houver próxima vez. E tudo que eu imaginei pra nós ficou guardado para quem sabe um dia eu possa libertar talvez numa montanha alta e eles assim possam voar pra bem longe, como os pássaros voam procurando um local seguro, para depois voltar. E eu quero agora a solidão. A triste solidão que me faz querer ser invisível, que me faz querer sumir entre meus lençóis.

- Estevão Eduardo -

Mas eu to calmo...

Eu to confuso... Eu to com medo... Mas eu to calmo.
Eu quero respostas, não, melhor, eu quero alguém que me faça querer existir. Eu quero alguém em quem eu possa encostar a cabeça no ombro e descansar sem precisar falar nada. Eu quero paz. Paz interior. Eu quero poder sorrir sem chorar. Eu quero poder penetrar a realidade. Eu quero poder me apaixonar sem ter medo de errar. Eu quero poder fazer as coisas certas.

O que eu sinto não tem palavras, mas me consome de certa forma que me sufoca. Não consigo mais respirar. Mas eu to calmo. A verdade serve como libertação, mas apenas quando nós queremos ser libertados. E quem não quer ser prisioneiro do amor?! O amor me sufoca. E a necessidade de ser amado me consome, exceto a maior vontade de amar. Amar... sem precisar... errar.

Eu senti um alívio em não te encontrar esses dias. Um alívio que me deu paz. Mas quer saber a verdade?! Eu ainda quero você aqui comigo. E os meus sonhos continuam caminhando para a estrada que me matará.

[Eu não to bem, É sério...]

- Estevão Eduardo -

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Coragem garoto...

A Lua, as estrelas e o mar podem te dar as respostas certas, mas cabe só a ti resolver se vai realizá-las. Reflete em teu amor e busca teus verdadeiros sentimentos. Se tua vontade for maior, cede, mas com a certeza de que encontrarás um mundo contra ti. Mas se amares de verdade e se tiveres teu amor ao teu lado, o mundo não será nada perto de vós. E que da mesma forma como procuraste a Lua como aconselhadora, pede a ela que te abençoe, e só assim todas as vezes que não tiveres teu amor contigo, olha pra ela e lembrarás de que tu tens alguém ao teu lado pra lutar contigo. Nada se leva dessa vida a não ser o amor e a sorte de ser amado.

- Estevão Eduardo -

O meu outro eu

Te achar foi encontrar a outra parte, a parte que estava fora de mim e que faltava pra me completar. O vazio continua sendo vazio e durante essa parte você aparece e preenche o nada dentro de mim. Ontem esse mesmo vazio penetrou-me e senti uma vontade de chorar, chorar por mim, por você, por nós. Quis desaparecer entre os lençóis, quis não existir, quis penetrar o que estava destruindo-me. E eu passei a refletir, a ver que eu não estava só entre as multidões. E que dentre tanto céu eu encontrei a estrela que faltava em minha coleção. Uma estrela igual a mim. Mas que por sofrer de amor - assim como eu - já não brilhava. Te encontrar foi me encontrar. Seus sentimentos me colocaram contra meus próprios pensamentos, fez renascer meus desejos e meu amor, que antes dormia. Eu quis você ao meu lado, completando-me, pois você foi o mais perto que eu cheguei de mim mesmo.

- Estevão Eduardo -

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que sinto

Eu tenho medo. Medo de mim. Medo de você. Medo do que eu sinto. Eu procuro me achar, mas desisto. Tenho medo do que acharei. Se eu irei suportar, se os outros irão suportar. Eu tenho medo do hoje, do ontem, do futuro não. Não tenho costume de ter medo de algo que não conheço. Eu me conheço? Talvez. Uma resposta simples e indireta a uma pergunta que rasga dentro de mim. Tenho receio do que acredito. Tenho medo de que não seja do modo como eu penso. Tenho medo de ter a certeza do sim. Procuro me libertar, mas agora percebo que há uma certa comodidade nas prisões. No acreditar nos outros. É bem melhor do que acreditar em mim. E no que acredito? Em tantas coisas. Coisas essas que me foram impostas a acreditar desde o útero da minha mãe. E desbravá-las agora seria desacreditar a todos. Por isso prefiro a prisão das ideias. E se tenho as minhas? Sim. Passo dias e noites concebendo-as e chegando a conclusões terríveis. Conclusões bonitas cheias de vontade, cheias de imaturidade. Mas as guardo. Elas são minhas e só minhas. Contá-las seria amedrontador. Pois eu tenho medo. Medo do que sinto.

- Estevão Eduardo -

Uma coisa seca

Não choro mais.
Na verdade nem sei porque digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei.
Acho que sim, um dia.
Quando havia dor.
Agora só resta uma coisa seca.
Dentro, fora.

- Caio F. Abreu -

...tão nítida

E o que eu poderia querer além disso tudo?!
Um dia de chuva
Boa música
Um livro de Drummond
Um filme clichê.

E a sua lembrança não tão nítida em minha memória.

- Estevão Eduardo -

domingo, 5 de julho de 2009

Sincero

Sem chances...

[...] To com ócio criativo.

Sem chances pra mim.
Sem chances pra você.
Sem chances pra nós.
O que sinto agora não consigo transpor... Talvez amanhã quem sabe quando eu te encontrar na rua passando eu me lembre de tudo que passamos, e talvez nesse mesmo lugar que eu estou agora escutando nossa música, eu me inspire e escreva sobre mim, sobre você, sobre nós. E talvez derrame até uma lágrima idiota em favor da tua face, e depois passe a noite criando situações românticas e impossíveis de nós dois nos amando.

[...]

E se você também tiver me olhado...
Aí será diferente... Talvez eu fique feliz em saber que você ainda lembra de mim.
Mas agora, agora...

Sem chances... [É sério]
Sem chances pra mim.
Sem chances pra você.
Sem chances pra nós.
To dando um tempo no nosso amor - se é que ele existe.

- Estevão Eduardo -

Falta você...

Falta outro olhar...
Para provar que eu te amo.
Falta um beijo...
Para consumar nosso amor.
Falta um abraço...
Para eu poder te dizer sem palavras que eu não vivo sem você.
Falta uma noite...
Para eu poder escutar suas histórias.
Falta um minuto...
Para eu ir naquela sala e contar a todos meu amor por você.
Falta uma lágrima...
Para você poder enxugar.
Falta uma resposta...
Para meu coração parar de perguntar por nós.
Falta pouco...
Muito pouco para eu te esquecer.
Falta você...
Impedir que isso aconteça.

- Estevão Eduardo -

O amor

"[...]
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro, ou as vezes encontram, mas por não prestarem atenção aos sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer naturalmente. É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O Amor."

- Carlos Drummond de Andrade -

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sobre Luas, Pássaros e Monstros...

Sentimentos...
Ruins, Bons e os que habitavam em mim sussurravam...
E o desejo gritava...
E o que era errado começou a chamar pelo certo...
O amor já não era amor, era necessidade...
O medo do erro...
A liberdade de uma vida presa por correntes...
E nada mais parava, fervia...
E depois virava fumaça e voava...
E tudo virou completamente de cabeça para baixo...
Era tudo...

[...] Sobre Luas, Pássaros e Monstros...

Um olhar

"[...]
Se você não consegue entender um olhar tampouco conseguirá entender uma longa explicação."

- Mário Quintana -