segunda-feira, 30 de março de 2009

"Você promete que se eu abrir os olhos você não irá embora?!"

Sonhos

Sonhos
Sonhos são apenas sonhos
Projeções de um irrealização que almejamos
Irrealização com as quais sonhamos todo dia
Desejos de uma vida
Vida que nos foi roubada
Sonhos são poesias
Poesias sem palavras
Conduzidas por nossos pensamentos
Pensamentos que não dizemos
Não dizemos porque nos foi confiscada a palavra
E por isso sonho
Sonho o dia em que poderia contá-los
- Estevão Eduardo -

sábado, 28 de março de 2009

Arrependimento mata

Os relógios marcavam cinco da manhã, quando a luz do sol nascente invadiu os olhos de Carol, que acabara de acordar. A visão privilegiada era com certeza uma das melhores, o mar estava a sua frente. Meia desnorteada Carol levantou-se quase em câmera lenta, apenas para sentar sobre a areia. Após recuperar os sentidos ficou de pé, sacudindo a areia das pernas e do cabelo. Naquele momento nada habitava os pensamentos dela, apenas uma forte dor de cabeça adquirida devido ao "porre" tomado na noite anterior. E a visão do sol por nascer refletindo sobre seu cabelo ondulado e loiro, e seus olhos verdes entreabertos com certeza era a melhor pintura que alguem poderia ter para começar o dia. Decidiu voltar para casa, entre as ruas Carol caminhava lentamente como que apreciando a paisagem, e sem pressa alguma de chegar a lugar algum. Decidiu acender um cigarro. O frio matinal gelava suas mãos enquanto o cigarro esquentava seus lábios rosados. Andando sobre o meio-fio, Carol se equilibrava e media seus passos milimetricamente, como se não tivesse nada a mais com o que se preocupar ou pensar. Deu mais uma tragada no cigarro antes de jogá-lo no meio da rua. As suas roupas surradas devido a má noite e seu longo cabelo que caia sobre seu rosto, davam-na uma aparência angelical. Segurava o calçado com as mãos, andando descalça por entre as ruas, o que lhe concedia um espiríto de liberdade maior do que já tinha, mas não tratava-se de liberdade exterior e sim interior. Soltando um sorriso no canto da boca deixou transparecer os acontecimentos da noite passada, o que nos concedeu a visão dos seus dentes tão brancos quanto a neve natalina. Ao andar mais um pouco percebemos que ela cantava algo, e ao ouvimos mais detalhadamente descobrimos que sussurrava a letra da música "Tiny Dancer". Aos poucos a alegria que habitava em seu corpo extravasou a ponto que a cada passo que dava aumentava o tom da música, misturando-a com leves passos de dança, ao ponto de poder gritar para todos que quisessem ouvir. Essa era uma das melhores visões que se podia ter. Era como ver o inferno aprisionado no céu querendo sair. Ao se aproximar de casa, Carol afastou seus cabelos que cobriam o seu rosto, colocando-os para tras, revelando ainda mais seu rosto que mais parecia desenhado a mão por uma alma divina. Ao entrar em casa, Carol já não brilhava mais. Foi a última vez que a vi. A última notícia que ouvi falar dela foi que no dia em que ela morreu, encontraram um papel que escrito com a letra dela dizia assim:

"Não me arrependo do que fiz, mas do que não fiz".

Demonstrando que mesmo tendo vivido apenas 17 anos, ela viveu!

(Estevão Eduardo)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dormindo

Dormindo ao raiar do dia
Dormindo ao cair da noite
Ele não teve mais dores de cabeça
Nos deixou confusos
Mas essa seria a última das tentativas
Eu sei que aqui não é meu lugar
Mas nem imagino o por que
Mas que favor
Mas que promessa
Apenas para se recusar a viver
- Sleeping In -

O mito da caverna


Imagine uma pessoa que desde que nascera vive acorrentado por grilhões e presa em uma caverna junto a outros iguais a ela. Nessa caverna prevalece a escuridão e apenas um feixe de luz que sai de uma frecha que separa o mundo exterior do interior. Por esse feixe de luz passam sombras de outras pessoas, animais e objetos projetados por uma fogueira que se mantêm acesa mesmo a noite. Mas finalmente uma daquelas pessoas conseguem se libertar e com muita dificuldade chegar a saída da caverna. Aqui fora ela encontrará a verdade por trás do muro que as separa de nós, descobrirá que existe luz solar, e que tudo que ali era projetado não passava de uma mera ilusão ou pequena amostra da realidade. Decidida a ajudar os outros que permaneceram ali dentro, ela volta para resgatá-los, mas eles estão tão "cegos" com sua condição, que não acreditam no que ele fala, achando um absurdo, ao ponto de matá-lo.
Essa estória nada mais é do que uma parábola contada por Platão, e que retrata como as pessoas são tratadas e reagem a certos aspectos de suas vidas. O mundo nada mais é que uma caverna, na qual somos acorrentados desde criança a acreditar em tudo que a sociedade (o feixe de luz) nos mostra. Mas nem tudo é verdade, algumas coisas são apenas projeções de uma realidade bem maior. E quando alguém tenta se libertar desses grilhões chegando a superficie e buscando a verdade, muitas vezes é taxado de mentiroso, ou até mesmo insano. Diante dessa comparação precisamos nos perguntar: "Seria eu um dos que buscaria a verdade a todo o custo, ou apenas me acomodaria a ver o que quero?"
Alguns filmes trazem essa temática, um dos mais famosos é Matrix, que nada mais é que uma cópia dessa parábola de Platão. Neo vive num mundo virtual (a caverna) na qual todos são forçados a acreditar no que os controladores querem, e quando este tenta se libertar, se vê envolvido com a mesma pergunta feita pouco antes. A comparação entre essas duas estórias são tão semelhantes, que em certo trecho do longa Neo ao ver a luz do sol pela primeira vez diz: "Meu olhos estão ardendo". E Morpheu o responde: "É Porque você nunca os usou". Afinal ele estava preso a uma mentira. É realmente uma pena que muitos recorram a esse filme apenas com o intuito de apreciar os efeitos especiais e se esquecem do enredo tão fascinante.
Mas a pergunta senhores leitores é: "Nesse mundo atual, estaríamos nós vivendo em uma Matrix?"

quarta-feira, 25 de março de 2009

A pintura

Essa semana
Avistei a pintura de um olho
Tão profundo e misterioso
Que de tão fascinante apenas transmitia
Palavras bonitas
E nesse momento lembrei-me
Dos seus olhos nos meus
E senti-me pronfundamente ruim
Tão triste e acabado
Por não poder desenhar coisa mais bonita
Que possa lembrar você
Desejei por um breve momento
Querer está em seus braços
Aconchegado ali por um milhão de anos
Desejei por um breve momento
Nada mais que sua presença
Viva ao meu lado
Desejei nada menos
Que seu amor
Tão profundo quanto
Os olhos que me lembraram você
- Estevão Eduardo -

domingo, 22 de março de 2009

Destino

Como descrever o indescritível? Como falar de alguém que não se acha, se reconhece?
Seus olhos procuravam o que ninguem sabia, tinha em sua mente pensamentos que instigavam a curiosidade de muitos. Assim era Apolo. Por muitos era considerado alegre, sua aparência jovial e demasiada bela atraia olhares de muitos, não era perfeito, mas seu rosto, e principalmente seus olhos sucumbiam o desejo de todos que se deliciavam com aquela pintura. Mas nem todos o achavam tão alegre, por vezes Apolo fechava-se em seu mundo, com a solitária compania de seus pensamentos que vagueavam entre a cidade e as pessoas, raramente parando em um só lugar. Apesar de ter uma vida que muitos almejavam o jovem sentia-se preso, solitário, sozinho, e mesmo acompanhado de muitas pessoas ainda sim sentia um breve sopro de solidão que permeava sua mente. Seu passatempo preferido era observar as pessoas passarem em frente a sua casa, que localizava-se perto de um ponto de ônibus, o que contribua para a movimentação de pessoas. Apolo poderia ficar horas a fio somente tentando advinhar o que se passava na cabeça das pessoas, para onde elas iriam, o que faziam da vida, em alguns momentos ele via algumas pessoas discutirem e chorarem, e por outras vezes, alguns cheios de alegria. Certa vez em uma dessas observações o jovem presenciou um fato terrível, um acidente que envolvera uma jovem que fora atropelada por um ônibus. A sua face demonstrava grande susto, mas ao se aproximar do local do acidente Apolo não conseguia parar de olhar para aquela vítima, tão compenetrado em seus pensamentos ele não derramava uma lágrima muito menos sentimentos revoltos, apenas olhava, em meio daquela multidão alvoroçada. No dia seguinte ao acidente Apolo não saiu de casa para cumprir seus afazeres de estudante, passou o dia todo em seu quarto com a lembrança daquela cena terrível que a um dia atrás presenciara. O nome da jovem vítima do acidente fatal era Julha, que no dia em que morreu estava se dirigindo ao curso de pintura em que se matriculara, ao qual Apolo tambem iria. Os dois se conheceriam e se tornariam grandes parceiros, culminando em um casamento amoroso e muitos filhos. E mesmo que isso nem passasse pela cabeça dele, no fundo ele sentia que Julha era uma parte da sua vida que estaria sendo retirada.
É nessa parte que as linhas paralelas do futuro e o presente se chocam, é quando o destino já não rege mais nossas vidas, e sentimos que tudo que sonhamos com um desconhecido(a) poderia ser com a pessoa que está ao seu lado agora.

(Estevão Eduardo)

A um passo do futuro


Após ver um comercial de uma certa marca de telefonia celular, pude constatar que realmente o mundo já não é mais o mesmo. Ao passar dos anos vivenciamos mudanças significativas não só na História mundial como tambem na arte o que influi bastante para que a mente das pessoas se abram à novas ideias.

Quem diria que teríamos o primeiro presidente negro, Barack Obama? Um representante afrodescendente não só na presidência americana, mas o primeiro negro presidente de um país ocidental, me corrijam se estiver errado! Ou quem diria que um filme produzido na Índia, e de baixo orçamento, iria levar 8 Oscars, inclusive de melhor filme? Fora que não faltaram representantes americanos concorrendo à tão almejada estatueta, e que gastaram milhões em seu orçamento, vide "O curioso Caso de Benjammin Button", um dos mais favoritos entre os americanos. Qual Papa do séc. XIX imaginaria que o atual Papa estaria dando sermões pela Internet? O que causou grande euforia entre as pessoas.

Além disso pudemos acompanhar a quem foi dado o prêmio de melhor jogador, e não foi a um homem e sim a uma mulher, quebrando assim todos os preconceitos machistas de que as mulheres não desempenhavam papéis de homens (e vice-versa).

Podemos ver que a sociedade ainda tem muito que aprender e ideias a aceitar, mas esses fatos formam um grande passo no futuro da humanidade.

sábado, 21 de março de 2009

No divã

- O que lhe incomoda?
- Esse silêncio, essa falta do que fazer, esse medo de dizer o que penso...
- Me conte sobre seu dia
- Eu acordei, me arrumei para ir ao trabalho, saí de casa me dirigi até o carro e fui direto para o escritório, lá todos estavam nervosos com alguns problemas que eventualmente apareciam, eu como sempre apenas observava aqueles rostos cheios de angústia que procuravam um motivo para continuar, assim como eu, fiz todas as exigências do meu chefe, que não é lá uma má pessoa, na verdade até tenho um pouco de pena dele, a mulher morreu ano passado, o filho está envolvido com drogas e a filha já não o respeita mais, todos fingem que não sabem, mais apenas ele sabe a dor que sente. No horário do almoço fui com um amigo ao restaurante, enquanto almoçavámos do lado de fora, uma moça chegou e pediu-nos um trocado, eu não pude recusar e lhe dei, logo me lembrei que a lei nos proíbe de dar esmolas, mas por um momento olhei para ela e vi em seu rosto toda sua história estampada em cada marca que ali estava, seu olhos diziam palavras que me lembrava a angústia da morte, por um momento me senti tão inútil e fraco que pensei em desistir de tudo, afinal eu tenho tudo e ela o que tem?! Ao voltar para o escritótio percebi que apenas esse breve momento do dia havia me atormentado de uma forma que nunca havia sentido. Chegando lá foi dado um aviso a todos que tínhamos fechado um contrato com uma grande empresa e que por isso nossas vendas aumentariam, todos ficaram tão felizes, mas eu não pude esconder a tristeza que eu sentia...
- Mas tristeza com o que?
- Eu não sei explicar, é algo que está tão dentro de mim que não consigo expor.
- Continue me dizendo como foi o resto do dia
- Eu passei a tarde trabalhando e ao voltar para casa a noite meus vizinhos estavam discutindo como sempre, mas desta vez algo me chamou atenção, o filho deles, que creio estar com uns dez anos, estava sentado na escada chorando, aquela cena me comoveu tanto que de alguma forma eu queria ajuda-lo mas não sabia como, isso me deixou quebrado por dentro, afinal ele era apenas uma criança, como poderia estar passando por uma situação dessas quando seus pais deviam lhe dar amor e carinho?! Entrei para dentro do meu apartamento, mas aquilo ainda me perturbava. Numa tentativa de distração liguei a Tv e notícias ruins invadiam meus ouvidos, decidi desliga-la. Fui ate o banheiro, afinal sempre que tomava banho me sentia renovado, mas tudo que havia visto e ouvido ainda me perturbava de uma forma que não sabia, afinal se eu pudesse ajudaria a todos. Não nascemos para sofrer e sim viver, concordo que o mundo não é um "mar de rosas", mas porque meu chefe tinha de sofrer com tantas perdas? Porque aquela moça tão jovem estava começando sua vida daquela forma? E porque uma criança era tratada daquele jeito, como ela contaria suas angustias a seus pais se estes só faziam brigar?
- E por qual motivo você decidiu se matar?
- Pelo mesmo sentimento de inutilidade, afinal quando eu era vivo tambem não conseguia ajuda-las, pelo mesmo motivo de que eu não tinha motivo de continuar
- E hoje você tem?
- Não. E sinto que nunca terei.

(Estevão Eduardo)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Voe e volte

Desprenda-se
Voe
Voe o mais alto que puder
E quando sentir frio
Volte
Volte pra mim
Ou se preferir
Espere
Espere até que o destino
Decida por nós o que fará
Assim como fez
Quando por um passe de mágica
Quis nos juntar
- Estevão Eduardo -

O medo nos cegou


Hoje assistindo à aula de filosofia (uma das minhas preferidas), o professor lançou uma questão, que como sempre exige muita reflexão: Como podemos mostrar nosso "eu" verdadeiro se estamos cercados por uma muralha de regras?
Muitas pessoas sofrem o transtorno de não ser quem realmente elas querem ser ou são. Isso se dá pelo fato de que convivemos em uma sociedade moldada por regras e costumes que não podem ser quebradas, regras que foram criadas a séculos. Esse transtorno de não poder ser quem realmente é, pode levar a pessoa a um estado emocional grave que pode decorrer ate em suícidio. Muitos recorrem a esse tipo de "saída" para aliviar de uma vez por todas suas dores emocionais, mas será que podemos chamar um suicida de covarde por não querer enfrentar a vida? Não, pois esse ato exige coragem, e muita. Alguns recorrem ao alcoolismo, as drogas e outros preferem tirar a propria vida. Mas o que leva a pessoa a cometer esse ato? Muitos são os motivos, ainda não se sabe ao certo o que se passa na cabeça de uma pessoa que se mata, mas muitos procuram acabar de uma vez por todas com tudo que lhes consome. Mas a questão aqui não é suicidio, e sim incentivar as pessoas a abrir suas mentes pra o revolucionário, para o diferente e desconhecido, afinal como saberemos se algo é ruim sem prova-lo?
Com certeza se as pessoas começassem a escutar mais o próximo sem julga-lo previamente resolveríamos grande parte dos problemas mundias. E isso muitas vezes vem de casa, quando os proprios pais não conversam com os filhos ou querem molda-los a aquilo que eles acham correto, ignorando assim suas ideias e conceitos. Temos que lembrar que os maiores pensadores e revolucionários foram aqueles que quebraram com as regras e conceitos estabelecidos por uma sociedade hipócrita, mostrando assim o que eles pensavam. Dois filmes muito bons são "A sociedade dos poetas mortos" e "O curioso caso de Benjamin Button", que debatem temas como realizações impossíveis.
Isso me lembra muito um trecho do livro "Ensaio sobre a cegueira", de Jose Saramago, que diz:


"O medo cega, já erámos cegos quando cegamos, o medo nos cegou, o medo continuará nos cegando..."

sábado, 14 de março de 2009

O efeito da crise nas Artes


O que era de se esperar aconteceu, a alguns meses a crise econômica mundial já começou a dar sinais negativos no mundo das artes. Isso se deve ao fato de que quando essa crise começou o mundo artístico continuava lucrando seja nos cinemas, teatros ou até mesmo em leilões de artigos históricos ou de artes. Mas não demorou muito para a recessão atacar todos esses pontos. Primeiro que os leilões começaram a ser menos frequentados devido ao alto custo de venda dos artigos arrebatados, alguns chegando a custar cerca de US$ 100 milhões tornando a compra quase que impossível por grandes magnatas, os principais participantes desses eventos. Hollywood tambem entrou em recessão, mas nesse caso foi bem antes da crise estourar, para quem não se lembra, na metade do ano passado houve uma greve geral de roteiristas que reivindicavam seus pagamentos, e até os lucros das vendas dos filmes em Dvd. Além tambem de que as salas de cinema estão cada vez mais vazias, um dos motivos pelo qual atores estão viajando o mundo inteiro para divulgar seus longas. O mundo da moda tambem deu seus sinais negativos ao usar figurinos menos glamourosos, e a economizar nas grandes festas de divulgação seja de uma marca, seja de uma nova grife.

As peças de teatro vem sendo menos frequentadas, as óperas e balés menos ainda devido ao grande custo que tem de se desembolsar para comparecer a um evento desses. Até os shows de artistas famosos no mundo inteiro vem sendo desvalorizados, esse é um dos principais motivos que trazem cantores(as) super famosos ao Brasil (lugar onde a crise não chegou com muita força), como exemplo temos Madonna, U2 (que vieram ano passado), e Elton John, Iron Maiden, Alanis Morissette, Radiohead...(que estão previstos para esse ano).

Talvez a única forma artística que não sofra tanto seja os Museus, devido a grande flexibilidade de horarios e os preços cada vez menores. E a tendência é crescer cada vez mais em países como a França, com a recente lei de entrada gratuita em museus imposta pelo presidente Nicolas Sarkozy. Isso é o que chamamos de incentivo cultural!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Preto e Branco

"Eu sei, não há mais uma palavra a dizer
Muito menos um olhar
Para provar o que sentimos
Não é desejo
É amor
Mas o que fazer agora?
Não quero que você
Faça nada que se arrependa
Apenas a chuva que cai sobre sua face
E o sol que brilha em seu olhar
Já seria o bastante
Para me fazer querer viver cada dia
Lá fora a tempestade nos espera
E você seria capaz de enfrenta-la
Apenas para ficarmos juntos?
Eu voltaria atras
Se voltar atras, assim como eu fiz
Me faria em preto e branco
Apenas para poder acordar ao seu lado
E voce o que faria?"

O tráfico

"Eu te vejo daqui do céu
E me pergunto quanto tempo vai levar
Pra você voltar pra nossa casa
Eu esperarei uma hora no carrossel
Eu tenho um cigarro pra passar o tempo
Porque o 'tráfico' está um inferno
Eu não quero nada mais
Do que ver seu rosto
Quando voce abrir a porta
Você vai me fazer torradas e uma xícara de chá
E nós vamos pedir comida chinesa e assistir Tv
Amanhã levaremos o cachorro pra passear
Eu ficarei exausto
Talvez eu durma
[...]
Eu sei que não parece tão justo
Mas vou te envia um postal quando estiver lá"
- Chinese -

Música de qualidade




De uma coisa todos nós temos que concordar: música de qualidade hoje em dia é muito difícil de ser encontrada, principalmente aqui no Brasil com essas ondas de axé, swing, brega, pagode ou até mesmo esses "pseudo-rocks". Muitos se deixam influenciar apenas pelo ritmo dançante, que mas parecem se repetir a cada faixa, ou pelas "letras" que muitas vezes não fazem sentido ou apenas falam sobre sexo (uma música pode falar sobre sexo, mas depende do modo como é tratado). É por esses motivos e outros que eu prefiro escutar mil vezes as mesmas músicas do meu Pc ou MP4, já que essas fazem algum sentido. Particularmente eu gosto mais de cantores(as) ingleses, já que a grande maioria tem uma influência do Jazz, Soul, Funk e Blues, mas admiro alguns cantores americanos que tambem tenham as mesma bases. Aí vai algumas dicas de cantores(as) que ando escuntando bastante:


- Amy Winehouse (sempre e sempre)

- Duffy (para "dor de cotovelo")

- Michael Bublé (o príncipe do Jazz)

- Adele (amores impossíveis)

- James Morrison (para momentos a dois)

- Lily Allen (minha queridinha)

- Norah Jones (para comtemplar cada palavra)

- Paolo Nutini (voz inconfundível)

- Kate Nash (relacionamentos complicados)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Do modo Inglês

"Você não pode me entender, porque fica com tanta preocupação se eu quero beber e esquecer um dia o que nós fizemos com nossas vidas? Os vizinhos estão gritando, devem estar preocupados com o escândalo que fizemos, mas não fui eu quem roubou seus malditos cigarros. Apenas me deixe aqui para chorar e vá embora, não se esqueça que você não precisa voltar. Que rídiculo eu fui, me apaixonei por seu all star surrado e por sua camisa dos Valentine. Você não precisava fazer aquelas coisas, e eu sei que eu não precisava ter forçado. Agora vá embora, leve o maldito Cd de Aretha que você me deu de presente em nosso aniversario de um mês de namoro, leve tambem o livro de Jeffrey, eu não preciso de mais situações que me façam querer me matar, essa é minha casa. Pode ter certeza que lá no fundo eu não vou sentir mais sua falta, afinal de contas eu tenho quem te substitua, e não sou você que se "imagina" fazendo amor com outras pessoas. O sol já está se pondo, se não for incômodo deixe minha Horse na porta antes de sair, e vá fumar seus malditos cigarros de menta bem longe de mim. Nós nunca daríamos certo, você gosta de Waitts e eu gosto de Sinatra, hoje eu percebo que nada em você me atrai, a não ser o seu cheiro de Smirnoff quando não toma banho. Você ignorava todos os meus amigos apenas porque eles não eram como você, ou porque não riam de suas piadas idiotas sobre Wilde. Vá embora e se esqueça que um dia nós ainda tivemos algo."

(Estevão Eduardo)

Lembranças de uma irrealização

Eu sei que você não irá ler, mas por um momento imaginei como seria:
"As inúmera noites que passamos acordados
Falando sobre filmes
As inúmeras vezes que brigamos
Por ciúmes bobos
Os poucos beijos que demos
A profundidade de cada beijo que trocamos
As várias vezes que tivemos que disfarçar
Apenas com um olhar
Os livros que lemos juntos
Os Cd´s de Jazz e Indie
Que nos presenteamos
As várias tardes que foram preenchidas
Apenas com o silêncio do teu olhar
As poesias que lemos em voz baixa
Para que os outros não a escutassem
As pinturas que analisamos pela manhã
As tristezas que superamos juntos
As alegrias que criamos juntos
Os vários códigos de amor
'Do amor viemos
De amor vivemos
Por amor morremos.' "
- Estevão Eduardo -

quarta-feira, 11 de março de 2009

Espaço para arte


É meus caros pernambucanos o que nós artistas esperávamos aconteceu, a Universidade Federal de Pernambuco decidiu colocar em sua grade de graduações cursos como Dança, Cinema, Museologia e Arqueologia. Isso aconteceu ano passado, quando a UFPE deciciu promover o primeiro vestibular para esses cursos. Muitas coisas ainda estão para serem acertadas, como por exemplo, a grade curricular dos cursos ainda não foi divulgado, e algumas graduações só vão começar na segunda entrada. Bem, mesmo com esse otimo incentivo a cultura algumas coisas ainda não me agradaram (por favor não me entendam mal, analisem meus motivos), isso se dá por alguns motivos, e aí vão eles: o curso de Museologia tem apenas 30 vagas, no turno da noite e só irá começar na segunda entrada, o que pode dificultar para muitos que sonhavam fazer essa graduação. O curso de Dança ainda não esta totalmente completo, apenas temos o turno da noite e 30 vagas e só irá começar na segunda entrada. Os cursos que receberam mais atenção foram o de Cinema e o de Arqueologia. Não, eu não estou reclamando, tenho que concorda que ainda está muito cedo para dar grande credibilidade a cursos que estão na fase de teste ainda, já que eu vi algumas pessoas comentando que esses cursos não vão vingar, o que é bastante triste e torço para que não aconteça, afinal Pernambuco tem uma carga cultural muito grande e pode ser muito bem aproveitado seja pelas danças folcloricas, seja por nossos patrimonios culturais, ou por curtas que mostrem a real situação pernambucana.
Espero de todo coração que esses cursos vinguem e deem certo porque é disso que precisamos, incentivo a cultura e a arte. Torço para os outros cursos tambem, Oceanografia (muito bom), Relações Internacionais (bom), Engenharia de Energia (não tão bom).

Olhos de cigana oblíqua e dissimulada


Nunca uma minissérie da globo havia sido tão concisa no que diz respeito a arte. É meu caro leitor, a Rede Globo de Televisão, ano passado, decidiu abrir um pequeno espaço em sua programação enfadonha para nos presentear com uma microssérie que homenageia os 100 anos de Marchado de Assis, levando uma das suas obras mais importantes para a tela de sua Tv. Estou eu falando da microssérie "Capitu", na verdade quando vi o comercial achei que não passaria de um daqueles especiais chatos de fim de ano, mas estava enganado. Ao assistir o primeiro capítulo me apaixonei e ao longo da série não perdia um dia sequer. Tambem pudera uma microssérie como essas está tão rara na televisão brasileira que devemos aproveitar qualquer chance que nos é dada.

O motivo da minha paixão reside no fato de que a série usa todos os artificios de artes cênicas para nos presentear com uma otima estoria, e que não foge do livro, pelo contrario, há certos momentos em que voce reconhece perfeitamente frases de "Dom Casmurro". Há uma mescla de dança, opera, circo e claro teatro, que esta sempre lá, seja representado pelo palco, seja representado pela maquiagem, o teatro está lá em todas as suas formas. É certo que um bom crítico irá reconhecer elementos presentes na série que foram retiradas de outras obras cinematográficas. É o caso da série se passar encima de um palco, ideia retirada do filme "DogVille" de Gus Van Sant, alem disso vemos inspirações de outros filmes como Maria Antonieta, entre outros.

Mas nada disso impede que a série se torne famosa, principalmente entre aqueles que amam Teatro, talvez para alguns leigos o modo como foi feito não agrade, mas o que seria de pessoas inteligentes sem os idiotas, não é verdade?


"Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana
oblíqua e dissimulada." Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e
queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me
perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a
doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra
idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto,
com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que
entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão
que...Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o
que foram aqueles olhos de Capitu"

Seu olhar

Verde como o mar
Brilhante como o sol
Porque ainda insisto em olhar pra eles?
Algo dentro deles respondem
O que eu sempre busquei
Minha cabeça não sabe ao certo o que é
Mas meu coração sim
Algo que não se pode explicar
Não se pode descrever em palavras
Afinal as palavras mais belas
Estão no silêncio do seu olhar
Eles transmitem uma angustia
Um medo
Um desejo
Ao qual eu conheço perfeitamente
Com eles voce consegue me enxergar
Alem do corpo
Alem da mente
Com eles voce me responde
Me acalenta
E me diz que um dia ainda seremos felizes
- Estevão Eduardo -

Reforma Ortográfica


Um dos assuntos mais comentados atualmente esta sendo a nova reforma ortográfica da língua portuguesa, algo que esta dividindo opiniões não só no Brasil mas em outros países que adotaram o português como língua oficial.

Mas qual o motivo? Bem, primeiro temos que comentar o fato de que se antigamente as pessoas ja viam dificuldade em gravar as regras tão complicadas de nossa língua mãe, agora teremos que rever algumas regras ortográficas, o que causa indignação em muitas pessoas, tanto as que trabalham com Letras, mas tambem aquelas que tiveram que "quebrar a cabeça" no colégio "decorando" aquelas regrinhas não muito legais. O segundo problema esta no fato de que como podemos gravar as novas regras se algumas tem valor facultativo?! Que é o caso do hífen, de acordo com a nova regra o hifen só será usado em palavras no qual o prefixo falso termina com uma vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal, exemplo: anti-inflamatório, micro-ônibus, mas o que dizer da palavra dia-a-dia que terá valor facultativo?! Ou por que cor-de-rosa continua levando hífen e cor de vinho não leva mais?! Outra regrinha que poderá confundir as pessoas é o caso de ditongos abertos ei e oi que não levam mais acento, exemplos: estreia, colmeia, ideia, jiboia. Porém os monossílabos tônicos e palavras oxítonas continuam sendo acentuadas, é o caso de dói, anéis, entre outras palavras. Esse é um dos motivos pelo qual heroi não leva mais acento, porem heróico continua sendo acentuado.

Bem porem não foi só aqui no Brasil que houve essa reforma, países como Portugal e Angola tambem tiveram que rever suas regras ortográficas, como eliminar letras mudas de palavras como Egito que lá era escrito Egipto.

Querendo ou não teremos até 2012 para nos acostumar com a nova Reforma ortográfica, e quem for fazer vestibular não precisa se preocupar, eles estarão aceitando a antiga regra tambem, por enquanto!

terça-feira, 10 de março de 2009

Crônicas de um relacionamento

As vezes me encontro relembrando
Especialmente quando vejo duas pessoas se beijando
E me lembro quando voce começou a me chamar de "seu"
Todas briguinhas de brincadeira, todo os flertes
Eu te contei historias tristes da minha infancia
Eu não sei porque confiei em voce
Mas eu sabia que podia
Nós passavamos o fim de semana na nossa propria sujeira
Eu era tão feliz em suas roupas
Sonhos
Quando só haviamos começado
Sonhos de voce e eu
Me parece
Que não posso apagar essas memorias
Eu imagino se voce tem os mesmos sonhos que eu
As pequenas coisas que me levaram ate lá
Eu sei parece besteira, mas é tão real
Eu sei não parece certo, e é tão injusto
Que tudo me lembre voce
As vezes eu queria
Que pudessemos apenas finjir
Mesmo que so por um final de semana
Entao me responda:
É o fim?
Bebendo chá na cama
Assistindo Dvd´s
Quando encontrei todas as suas revistas nojentas
Voce me levou ao shopping
E tudo o que compramos foi um tênis
Como se alguma vez
Tivessemos necessidade de algo a mais
Para nos distrair
A primeira vez que voce me apresentou a seus amigos
Eu voce viu, eu estava nervoso
Então voce segurou minha mão
E quando estou mal
Voce faz "Aquela cara"
Não há ninguem no mundo que possa te
Substituir
- Littlest Things -

Orgulho de ser Brasileiro


Diante de tantas decepções em nosso país como corrupção, violência, problemas economicos, ainda dá pra sentir um pouco que seja de orgulho de ser Brasileiro, e não, eu não estou falando da Amazônia (ate porque daqui a alguns anos a Amazonia nem nossa vai ser mais), ou de nossas lindas praias, mas sim da nossa Literatura, tão rica em detalhes e (hi)estorias. Alem disso podemos tambem sentir orgulho de bandas que exaltam a cultura brasileira, uma delas é: O teatro mágico. Uma trupe que mescla musica, teatro, circo, entre outras artes em seus shows, todas com referencia a cultura brasileira, como ditos populares, literatura de cordel, entre outras. Como não se emocionar com a a profundidade de uma das frases de O anjo mais Velho:


"Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de voce"


Ou como não se identificar com a letra de Cuida de mim:


"...Cuida de mim enquanto eu finjo ser quem eu queria ser...enquanto eu fujo"


Particularmente uma das minhas preferidas é a musica Realejo, que traz umas das frases mais famosas da banda:


"Os opostos se distraem, os disposto se atraem"


Outras musicas que merecem destaque: Perto de voce, Ana e o mar, Sonho de uma flauta, Menina, Na Varanda, Bailarina e Soldado de chumbo...

Como curiosidade aí vai algumas frases famosas da banda:


"...o preço é me fazer acreditar que sou tão perto de voce"

"Todo sopro que apaga uma chama, reacende o que for pra ficar"

"Ana e o mar, Mar e ana, historias que nos contam na cama antes de durmir"

"Nossa pausa, será nosso grito que a natureza mostrou"

"Ta faltando graça e ta sobrando espaço, to sobrando num sobrado sem ventilador"

"Pra minha poesia é o ponto final, é o ponto em que recomeço, recanto e despeço da magia que balança o mundo"

"Nossa casinha pequena parece vazia sem teu balé"

"Enquanto for um berço meu, enquanto for um terço meu, serás vida..."

"Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar"

Viver não dói

Viver não dói
Definitivo, como tudo que é simples
Nossa dor não advem das coisas vividas
Mas das coisas que foram sonhadas
E não se cumpriram
Porque sofremos tanto por amo?
O certo seria a gente não sofrer
Apenas agredecer por ter conhecido uma pessoa tão bacana
Que gerou em nós um sentimento intenso
E que nos fez companhia por um tempo razoavel
Um tempo feliz
Sofremos por que?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado
E passamos a sofrer
Pelas nossas projeções irrealizadas
Por todas as cidades que gostariamos
De ter conhecido ao lado do nosso amor
E não conhecemos
Por todos os filhos que gostariamos
De ter tido juntos e não tivemos
Por todos os shows e livros e silencio
Que gostariamos de ter partilhado
E não partilhamos
Por todas os beijos cancelados pela eternidade
[...]
Sofremos não porque nossa mãe
É impaciente conosco
Mas por todos os momentos
Em que podiamos ter confidenciado a ela
Nossas mais profundas angustias
Se ela estivesse interessada
Em nos compreender
[...]
Sofremos não porque envelhecemos
Mas porque o futuro esta sendo
Confiscado de nós
Impedindo assim que
Mil aventuras aconteçam
Todas aquelas com as quais sonhamos
E nunca chegamos a experimentar
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
"Se iludindo menos e vivendo mais"
A cada dia que vivo
Mas me convenço que o desperdicio da vida
Está no amor que não damos
Nas forças que não usamos
Na prudencia egoista que nada arrisca
E que esquivando-se do sofrimento
Perdemos tambem a felicidade
"A dor é inevitavel
O sofrimento é opcional
A fé é colocar seu sonho a prova"
- Carlos Drummond de Andrade -

Beleza Mal-remunerada


Fazendo uma pesquisa recentemente pude constatar que o emprego de Arquiteto em países como o Brasil esta sendo muito mal remunerado, e isso me deixou bastante perplexo. Vejamos o por que!

Em primeiro lugar gostaria de dizer que o curso de Arquitetura exige muita, mas muita mesmo, dedicação, não que os outros cursos não exijam, mas com certeza a quantidade de projetos que um estudante desse curso tem de fazer lhe tira toda a oportunidade de um lazer basico. Segundo, é uma profissão que necessita de uma sensibilidade estetica bastante apurada, talvez fazer uma planta-baixa não seja uma das coisas mais faceis, mas decorar um ambiente de acordo com o gosto do cliente e alem de tudo isso ter de usar o bom censo para que não saia ridiculo, necessita e muito de experiencia e tambem talento. Terceiro, é uma profissão que mescla varias facetas de duas areas totalmente distintas: Humanas e Exatas. A medida que o aluno irá pagar cadeias de matematica, ele tambem verá materias como Design, Historia da Arte, entre outras. Ou seja, um aluno que faz Arquitetura tem de saber se virá em todas essas materias.

O que trago aqui é minha indignação visto que um aluno desse curso se esforça tanto, para que em países emergentes como o Brasil não valorizem seu trabalho, ate em certas vezes pagando uma verdadeira "micharia" para esses profissionais projetarem trabalhos de niveis bem dificies. Já conheci pessoas que tiveram de se mudar de Pernambuco para poder achar emprego em estados mais desenvolvidos como São Paulo ou Rio de Janeiro. Conheço pessoas que tiveram que sair ate do país para poder estagiar ou exercer sua profissão lá fora, em lugares como Italia ou França, lugares onde realmente esse tipo de trabalho é reconhecido.

domingo, 8 de março de 2009

A arte como Terapia!


"Muitas pessoas recorrem à terapia em busca de ajuda, na verdade a minha terapia é a arte precisamente a dança."

Essa frase foi dita por uma cantora estadunidense bastante conhecida no mundo inteiro, quando ouvi fiquei perplexo. Primeiro pela situação na qual foi encaixada e segundo pela profundidade.
A cantora que pronunciou essa frase sofreu com o assedio publico, por varias vezes estampou a capa dos tabloides e passou por momentos na qual somente a reabilitação era a saída encontrada. Apos a fase ruim de sua carreira, em um documentario sobre a vida da propria, a cantora disse isso. É incrivel ver como a arte, seja em qualquer uma de suas formas, consegue torna-se como objeto transformador na vida de certas pessoas, daí o motivo de terapeutas ocupacionais utilizarem as variadas formas de arte para o tratamento, ou ate cura de problemas relacionadas ao psicologico.

O teatro mesmo é super recomendado para pessoas que ja passaram por traumas ou que tem problemas de timidez, já a Dança ajuda as pessoas que nunca praticaram a ter mais desenvoltura. A pintura e escultura tambem é bastante utilizado no tratamento de pessoas que sofrem de esquizofrenia. Ja as pessoas que praticam essas modalidades dizem sentir-se mais livres quando exercitam seus hobbies.

"Bem-aventurados aqueles que trabalham com teatro e dança..."

A vida imita a arte, a arte Imita a vida

Por vezes ouvir falar que a vida imita a arte, ou será a arte que imita a vida?!
Não podemos negar que os varios acontecimentos que decorrem do nosso dia-a-dia poderiam muito bem se transformar em otimos scripts para cinema, teatro ou ate em letras de musicas, o que seria bem mais facil. As vezes não nos damos contas, mas amores, decepções, ciumes ou ate mesmo o vazio de nossas vidas podem servir de inspiração para a arte, daí o termo: "Disfarço frustração com arte!"
Penso como seria a minha vida em um filme, vamos la, tentar chegar o mais proximo disso o possivel. Primeiro, gostaria que quem dirigisse fosse a diretora Sofia Coppola, parece um pouco inusitado, mas é incrivel como ela consegue transformas estorias de vidas tediosas em um acontecimento bem interessante. Segundo, a trilha sonora seria toda composta pela banda The Radio Dept., o modo como eles escrevem as letras das musicas, expondo cada sentimento de um modo tão subjetivo, é incrivel, alem tambem deles debaterem temas como amores impossiveis em suas composiçoes, assunto bastante tratado por Coppola. Outras bandas que fariam parte seria com certeza My Bloody Valentine (so se fossem as musicas antigas ate porque Kevin Shields não compoe muito agora, mas nada que Coppola não consiga), New Order e The Jesus and Mary Chain.
O filme debateria assuntos como: O roubo da subjetividade do meu "eu", a morte como meio de libertação, o destino traçando linhas paralelas do amor, desejo e medo como habitantes de um ser racional, entre outros temas aos quais Coppola dirige com maestria. Enfim um filme sobre mim seria desse modo, agora é com voce, como seria um filme sobre sua vida?!

Quem seria o diretor (a), qual seria a trilha sonora, o que debateria?