quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Eu não posso ficar com a única pessoa que gosto, a única pessoa que me ama, logo não ficarei com mais ninguém."

- Conde Axel Fersen -

domingo, 26 de abril de 2009

Não me curvarei

"ai, ai...esse meu jeito Ana Bolena de ser!"

- Estevão Eduardo -

Tudo se resolverá

Já não há mais tantos motivos para tentar te reencontrar e desenhar um novo final. Já não há mais motivos para tentar ficar juntos, se um mundo de contradições nos impede. O inverno está chegando e o que farei eu com minhas lágrimas que insistem em cair para te procurar. Senti frio um dia desses e me dei conta de quanto sua falta me faz, uma falta que nunca teve uma presença. Ainda te tenho aqui ao meu lado lendo os meus livros preferidos, rindo dos gostos dos outros e do que eles inventam. Cada dia me lembro mais de você, mais do seu rosto, menos de sua presença. Lembro o dia em que seu rosto brilhou sobre o meu, e seus olhos procuraram o meu tão de perto, o dia em que você me pegou e me levou para seu castelo abaixo do sol. Lembro o dia em que nos encontramos sem querer e você tentou me dizer tudo que queria e quase me obrigou a parar pra lhe ouvir, quão idiota eu fui em não ter parado pra te escutar. Você quis me esquecer eu sei, mas nem eu nem você conseguimos. Hoje eu espero pacientemente o dia em que o destino cruzará nossas vidas novamente, espero pacientemente o dia em que tudo se resolverá.

- Estevão Eduardo -

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tão só

"...eu ainda tenho a certeza de que eu encontrarei alguém que eu goste, para gostar de mim... 'poxa' será que ninguém ama os filmes de Sofia Coppola e Woody Allen, ou é fã de The radio dept. e ama literatura e teatro? Me sinto tão só nesse mundo, ainda bem que eu tenho meu próprio, mas sozinho eu não consigo."

- Estevão Eduardo -

terça-feira, 21 de abril de 2009

A primavera

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."

- Ernesto Guevara de la Serna -

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Maria Antonieta

"Caso se considere apenas a grandeza de tua posição, és a mais feliz (?)* de tuas irmãs e de todas as princesas."

- Maria Teresa -

* mais feliz?! será?!

O sofrimento...

"O sofrimento é natural, sobrepujá-lo é uma escolha."

- Jeffrey Eugenides -

domingo, 19 de abril de 2009

O meu dia

Sonho o dia em que nos encontraremos
O dia em que tudo será mais belo
As estrelas do céu mais brilhantes
O dia que eu mais espero

Sonho o dia em que nos beijaremos
A lua estará mais cheia
A relva mais verde
É quando nos tocaremos

Sonho o dia em que faremos canções
Sonhos são apenas sonhos
Projeções sonhadoras
Das nossas irrealizações

- Estevão Eduardo -

O homem da cueca certa

"E o que você espera da vida procurando o homem da cueca certa?"

- Woody Allen -

sábado, 18 de abril de 2009

Eu sei que vou te amar


"Agora posso te confessar sem receio. Nesta hora não se mente. Eu te amei desde o momento em que te vi! Eu te amei por séculos nesses poucos dias que passamos juntos na terra. Agora que a minha vida se consta por instantes, amo-te em cada momento por uma existência inteira. Amo-te ao mesmo tempo com todas as afeições que se pode ter neste mundo. Vou te amar enfim por toda a eternidade."


- José de Alencar -

Sua música

"É um tanto engraçado esse sentimento interior
E eu não sou o tipo da pessoa que consegue esconder facilmente
Não tenho muito dinheiro, mas garoto, se eu tivesse
Compraria uma grande casa onde poderíamos viver

Se eu fosse um escultor, mas poxa, não sou
Ou um homem que faz poções em um show ambulante
Eu sei que não é muito, porém é o melhor que posso fazer
Meu presente é a minha canção, e esta é pra você

E você poderá contar para todo o mundo que esta é a sua canção
Talvez ela seja bastante simples, mas agora que esta terminada
Eu espero que você não se importe
Que eu tenha colocado em palavras
Como a vida é maravilhosa agora que você esta no mundo

Me sentei no telhado e retirei o musgo
Bem...alguns dos versos me colocaram em uma encruzilhada
Mas o sol estava adorável quando escrevi esta canção
E é para pessoas como você que elas continuam vivas

Então perdoe-me se eu esquecer, mas estas coisas eu faço
Perceba que eu esqueci se são verdes ou azuis
De qualquer maneira, bom...o que eu realmente quero dizer
É que seus olhos são os mais doces que já vi."

- Elton John -

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O diplomata


"Eu pensei em escrever um livro, um livro que narrasse tudo que me aconteceu desde que te conheci. Despejar sobre ele minhas angústias e medos que você fez despertar em meu ser. Percebi que não poderia descrever um sentimento tão profundo em palavras que pudessem fazer o leitor entender como é sublime essa paixão que me liga ao seu ser. Percebi que depois de escrito de nada me valeria se você não tivesse aqui para lê-lo. Percebi que não passariam de palavras soltas ao vento procurando o coração que as criou. Por isso resolvi não escrever de você, mas sim para você, por que eu sei que esse sentimento me alimenta de amor, e se amor é vida, eu prefiro viver te amando. Escrevo versos que afloram à pele os meus mais perversos sentimentos e o mais delicados. Escrevo mesmo sabendo que tu não os lerás, mas mesmo sim escrevo para saber a cada dia que te amo, e me lembrar que sem você não vivo. Estás morto...mas tenho certeza que te guardando nas memórias de meu livro, para mim sempre estarás viva, minha flor!"


- Estevão Eduardo -

Pela janela

"Pela janela...
Vejo meu futuro tão incerto quanto o teu
E o meu passado se juntou ao seu
Para formar o que se faz presente.

Pela janela vejo o medo,
A angústia da incerteza e sonhos
Repletos de tu e tua beleza
Que nunca terá um fim.

Pela janela viajo em teus pensamentos
Que procuram os meus
Num mundo repleto da incerteza de viver;
Viver a vida que me prometeu"

- Estevão Eduardo -

terça-feira, 14 de abril de 2009

Prazeres mortais

"As grandes sensações de dor ou de prazer pesam tanto sobre o homem, que o esmagam no primeiro momento e paralisam as forças vitais."

- José de Alencar -

Ânsia de te ter

"Eu aqui olhando o telefone...
Escrevendo teu nome.
Esperando uma resposta"

(Desconhecido - Alguém do cursinho)

domingo, 12 de abril de 2009

A vigília de Hero

"Tu amarás outras mulheres
E tu me esquecerás!
É tão cruel, mas é a vida. E no entretanto
Alguma coisa em ti pertence-me!
Em mim alguma coisa és tu.
O lado espiritual do nosso amor
Nos marcou para sempre.
Oh, em pensamento nos meus braços!
Que eu te afeiçoe e acaricie..."

(Manuel Bandeira)

A chuva que cai

"A chuva cai...
Minha solidão aumenta,
Espero por você
Debaixo desse teto que ninguém aguenta.
Você me diz que voltará
E me faz acreditar
Que um dia a chuva que cai
Irá acabar"

(Estevão Eduardo)

Canção para uma valsa lenta

Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa...de encanto...de medo...

Minha vida não foi um romance,
Minha vida passou por passar.
Se naõ amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida...passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso...de um gesto... um olhar...

(Mário Quintana)

sábado, 11 de abril de 2009

Amando ou morto

"Sinto que amo apenas para me sentir vivo"

- Estevão Eduardo -

Tempos infantis

"Saudades dos tempos em que qualquer coisa preenchia o vazio, que hoje nada preenche mais"

- Estevão Eduardo -

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Um mundo de sonhos

Estava tudo tão escuro, tão silencioso. Por entre aquelas ruas ninguém passava, apenas carros parados, lojas vazias e casas inabitadas formavam a paisagem que naquele momento Mateus admirava perplexo. Onde estava sua casa? Seus amigos e familiares? Onde estavam todas as pessoas? O frio tomava conta dele e o medo já habitava seu coração confuso. A uma hora atrás estava em casa dormindo, e ao acordar deparava-se com aquela situação. Aos poucos foi recuperando-se e um sentimento de coragem invadiu-lhe de modo que decidiu ir a procura de outras pessoas ou quem sabe uma saída que o levasse de volta para casa. Corria por entre as ruas desesperado, quando deparou-se com um senhor bastante velho que caminhava a passos curtos quase que conformado com aquele lugar. Correu em direção ao senhor, enchendo-lhe de perguntas, uma atrás da outra, deseperado por respostas:
- Onde estou? Qual o seu nome? Como faço para sair daqui? Como vim parar aqui?

Diante de tantas perguntas e nenhuma resposta, Mateus desesperou-se, o Senhor continuava a olhar para frente sem encará-lo e a andar como se nada ocorresse. Mateus jogou-se ao chão e numa tentativa desesperada rompeu em choros e lágrimas que escorriam por entre seus dedos. O senhor já adiante parou, e sem olhar para trás falou rapidamente:
- É impossível você querer sair de algo que lhe pertence
Mateus levantou a cabeça e confuso começou a fazer perguntas e mais perguntas, aquela resposta de nada havia adiantado, ao menos se ele entendesse o que isso significava.
O velho senhor o chamou:
- Venha comigo e prometo lhe mostrar o caminho de volta
Mateus num impulso levantou-se e correu até protrar-se ao lado do velho, e foi logo perguntando-lhe:
- Onde estamos? Que lugar é esse?
- Calma filho...você tem pressa.
- Mas é que eu estava em casa e de repente...
- Eu sei, e de repente você veio parar aqui. Isso acontece muito. Várias pessoas passam por aqui desesperadas por respostas e pelo caminho de volta, mas poucos encontram-o. Onde estamos? Bem, estamos aprisionados - e após uma breve pausa - aprisionados por queremos liberdade.
- Mas...como assim? Eu não entendo - disse Mateus mais confuso ainda
- Você foi preso aqui meu jovem, para que não sonhasse mais, para que não almejasse mais um sentimento de liberdade e descoberta, você era um garoto muito visionário, e muitas pessoas lá fora não se agradavam disso.
- Mas e como eu saio daqui?! - perguntou Mateus ainda confuso e agora perplexo.
- Não há saídas...
- Mas o senhor disse que me mostraria o caminho de volta - interrompeu Mateus furioso
- Eu lhe mostrei a verdade, e a verdade nada mais é que o caminho de volta, basta você acreditar e obedecer o que lhe pedem e aí talvez você saia daqui
- Obedecer? O que...a quem? - Mateus mais confuso ainda
- Desista meu jovem, desista de sonhar, de almejar um mundo melhor, desista de querer ser compreendido por todos, só assim você sairá desse mundo, dessa prisão - falou o velho serenamente
- Mas o senhor esta me pedindo pra desistir de viver...
- A vida não existe meu jovem, estamos todos destinados a morte. Você tem duas opções, voltar a sua casa ou ficar aqui
- Mas todas as duas opções me negam o direito de querer viver
- Voce tem as duas opções e um direito de escolha, voce tem o tempo que precisar - e o velho saiu andando enquanto Mateus continuava parado fitando-o.
- Espere - gritou Mateus correndo em direção ao senhor - já tomei minha decisão.
- Então diga meu jovem
- Vou ficar aqui
- O que?! Mas só você escolheu essa... - falou o velho espantado
- Bem meu senhor prefiro ficar só com meus sonhos a que ficar morto acompanhado.
(Estevão Eduardo)

Longo hiato

"Há momentos da vida que duram um longo hiato, e nesses momentos esta torna-se quase intolerável."

- Clarice Lispector -

Soneto de Véspera

Como ocultar a sombra em mim suspensa
Pelo martírio da memória imensa
Que a distância criou - fria de vida?
Imagem tua que eu compus serena
Atenta ao meu apelo e à minha pena
E que quisera nunca mais perdida
- Vinícius de Moraes -

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Um vazio confuso

Hoje senti um vazio, um vazio confuso, e aos poucos fui percebendo que esse vazio era uma consequência, consequência daquelas coisas minunciosas que não fazemos apenas por medo de que algo saia errado.
Os cigarros que não fumei
As bebidas que não bebi
Os beijos que não te dei
Os amores que não colhi
...
Amanhã sentirei um vazio, um vazio confuso, e aos poucos perceberei que esse vazio é uma consequência, consequência daquelas coisas minunciosas que não farei apenas por medo que algo saia errado.
Os cigarros que não fumarei
As bebidas que não beberei
Os beijos que não te darei
A vida que não vivi
(Estevão Eduardo)

Desencanto


Então desanimemos
Adeus, tudo!
A mala pronta
O corpo desprendido
Resta a alegria
De estar Só e Mudo
- Carlos Drummond de Andrade -

terça-feira, 7 de abril de 2009

Novos ares

Sinto novos ares
Sinto liberdade
Vem de dentro e aflora na pele
Sinto o vento e todas suas composições
Sinto as estradas se abrindo
Sinto a transpiração querendo sair por aí
Sinto o coração pulsar mais depressa
Sinto e excito a essa nova tendência
- Estevão Eduardo -

Sobre todas as coisas

Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado
Desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado
Vendo alguém abandonado
Pelo amor de Deus
Ao Nosso Senhor
Pergunte se ele produziu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado, Macho e Fêmea
O bicho, A flor
Criado para adorar o Criador
E se o Criador
Inventou a criatura por favor
Se do barro fez alguem com tanto amor
Para amar Nosso Senhor
Não, Nosso Senhor
Não há de ter lançado em movimento
Terra e céu
Estrelas percorrendo o firmamento em carrossel
Pra circular em torno do Criador
Ou será que o Deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra
Leite e Mel
E esses vales são de Deus
Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado
Desprezar quem lhe quer bem
Não vê que até Deu fica zangado
Vendo alguém abandonado
Pelo amor de Deus
- Chico Buarque -

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Águas de Março


"São as águas de março fechando o verão. É promessa de vida no seu coração"
- Tom Jobim -

domingo, 5 de abril de 2009

Te amo

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder
Sem engano
É que eu preciso dizer que eu te amo
Tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu já nem sei se eu to misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que te amo
Te ganhar ou perder sem engano
- Bebel e Cazuza -

O padre e a Morte

- Você denovo por aqui? - Perguntou o Padre
- Por que, a minha presença lhe incomoda?! - indagou a Morte
- Não, já estou tão acostumado que nem ligo mais, mas o que lhe traz aqui?!
- O de sempre, mas agora foi Júlio da Rua Nove...
- Ele de novo?! - Interrompeu o Padre com grande espanto
- Me procurou novamente essa manhã, não fiquei muito surpreso, até já esperava por isso
- Como foi? - Indagou o Padre sentando-se sobre uma das cadeiras da Igreja
- Ele acordou, viu que seus pais não estavam mais em casa, passou um longo tempo olhando pela janela a chuva primaveril que caia sobre as árvores, logo depois foi até o banheiro pegou um dos soníferos de sua mãe e os tomou desesperadamente - Disse a Morte enquanto o Padre mirava-o atentamente - Até acho que foi menos doloroso do que a primeira vez, na qual ele fracassou
- Oh, pobre garoto, só de pensar que ele tinha uma vida toda pela frente me dá uma angústia - Falou o Padre desolado olhando atentamente um ponto fixo da sala
- Ele não foi o primeiro nem será o último
- Como você pode ser tão seco por dentro?! - Indagou o Padre assustado com tal afirmação
- É apenas o meu oficio - Aproximando-se um pouco continuou - Todos os dias tenho que vir buscar muitas pessoas, mas quando elas vem me procurar por conta própria eu não posso negá-las uma escolha delas...
- Mas e da primeira vez que Júlio tentou o suícidio você o deixou escapar - Interrompeu o Padre furioso
- Ele não tinha certeza da sua escolha, aquilo pareceu-me mais um pedido de socorro ou de atenção, mas dessa vez seus sentimentos eram outros e suas certezas já estavam confirmadas.
- Mas isso não lhe dava o direito de tirar sua própria vida...
- Que vida?! - Interrompeu a Morte furioso - Muitos apenas vivem para respirar, outros vivem apenas para existir, eu não o matei, nem ele mesmo se matou, na verdade ele já estava morto a muito tempo, morto por dentro, morto por cada sentimento que o corrompeu, por sua angustia, seus medos, seus sonhos perdidos. Da primeira vez eu tentei mostra-los que ele precisava de ajuda, apoio, voces pareceram não entender continuaram a se preocupar apenas com seus mundinhos pequenos e preenchidos por um vazio inútil. Dessa vez eu não pude negá-lo um desejo, desejo de liberdade. Júlio apenas existia e nada mais.

Levantando-se e pouco conformado o padre perguntou friamente:
- Os pais dele já sabem?
- Não. Irão saber hoje a noite quando chegarem.
- Quando será o enterro?
- Talvez amanhã.
- Pois bem, estarei lá. - Quando a Morte ia retirando-se o Padre perguntou - Posso lhe pedir uma coisa?
- Sim Padre.
- Preze pelos outro.
- Impossível Padre, impossível.

A Morte retirou-se da Igreja e foi cumprir suas tarefas bem longe dali.´
(Estevão Eduardo)

sábado, 4 de abril de 2009

A quatro palmos do chão



"A chuva de outono caia sobre as árvores, enquanto a brisa matinal tentava apagar as velas que acendiam. Lá fora sobre o brilho fraco do sol fazíamos promessas de amor, enquanto o chuvisco caia sobre o rosto cansado deles. Sabíamos que nunca poderíamos cumprir todas aquelas juras, mas o sonho era a nunca razão pela qual ainda dormíamos."
(Estevão Eduardo)

A doença de amar

"O amor é uma doença
Que costuma andar no ar;
Só de ir janela, às vezes
Se apanha a febre de amar!"
- Eça de Queiroz -

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O gosto do vinho

Preciso ouvir da tua boca vermelha
No meu ouvido gelado
Segredos só teus
Preciso sentir tua pele
Esquentar a minha
Teu olhos
Me devorarem
Da cabeça aos pés
Preciso sentir o cheiro
Do teu cigarro
Na minha boca
Te sentir desbravar
Cada parte do meu corpo
Preciso te ter dentro
De mim
Preciso sentir o peso
Do teu corpo
Sobre o meu
Preciso sentir
Seu néctar
Sobre mim
Preciso sentir o frio
Das tuas mãos
Afagando meus cabelos
Acariciando minhas costas
Preciso dos teus dedos
Entrelaçados aos meus
Preciso sentir
O gosto do vinho
Vindo direto
De ti
- Estevão Eduardo -

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Meu coração, sua flor

Sem mais amores, sem mais palavras, sem mais olhares. Prometi arrancar meu coração e da-lo apenas para você. Te doei todo meu ser, todo meu tempo e pensamento apenas para te ter. Você o transformou em uma flor, prometeu cuidar...
(Estevão Eduardo)

A terra sem fim


Tão pequeno em um mundo tão grande
Tão vazio num mundo tão preenchido
Tão solitário num mundo tão cheio de pessoas
- Estevão Eduardo -

quarta-feira, 1 de abril de 2009

As virgens suicidas

Atenção, o trecho a seguir pertence ao livro As virgens suicidas, de Jeffrey Eugenides. É um dos trechos finais do livro, então se você pretende ler a estória completa , PARE agora:

"[...]
A essência dos suicídios não consistia em tristeza ou mistério, mas em simples egoísmo. As garotas apossaram-se de decisões que é melhor deixar entregues a Deus. Tornaram-se poderosas demais para viver conosco, preocupadas demis consigo mesmas, visionárias demais, cegas demais. O que arrastavam atras de si não era a vida, que é sempre vencida pela morte natural, mas a mais trivial lista de fatos mundanos: um relógio na parede marcando seu tique-taque, um quarto em penumbra no fim da tarde, e a afronta de um ser humano pensando apenas em si mesmo. Seu cérebro apagando-se pra o resto, mas chamejantes em exatos pontos de dor, feridas pessoais, sonhos perdidos.
[...]"

Não pedirei mais

Peço
Peço a ti
Que me peças
Que te queira
Porque quero
Cada pedido
Vindo de ti
Peço
Peço a ti
Que não queira
Que me vá
Porque a noite
Está fria e o que
Mais quero é ficar
Peço
Peço a ti
Que me queiras
Porque a cada
Pedido está meu pesar
Pesar de querer
Querer
E estar
- Estevão Eduardo -

O teatro

Ato I
Como poderia um simples toque revelar um sentimento tão profundo, um sentimento que como um vulcão, entrou em erupção sem ao menos dar um sinal de alerta?
Há anos reconheciam-se, o amor nunca foi seu forte, na verdade nem ao menos sabia que existia amor, afinal estava aprisionado por uma paixão, ao qual todos tinham conhecimento. Olhares eram trocados a todo o momento, palavras nunca eram ditas, mas quem advinharia que tal amor fosse aflorar logo pela pessoa que nunca imaginaria?!
Naquele dia procurando alívio, sentiu uma mão puxá-lo com toda força para seus braços, mãos essas que desejavam, ardiam de amor e paixão a procura do corpo e do coração que tanto almejava. Naquela hora sua alma saiu de si, aquele ambiente soturno, coberto por cortinas enormes e verdes, transformou-se em um deserto, no qual apenas aquelas duas almas interligavam-se não só em corpo, mas em mente e alma. A plateia cega já não enxergava mais, o que aconteceria no próximo ato.

De: Estevão Eduardo
Para: ?!