quarta-feira, 1 de abril de 2009

O teatro

Ato I
Como poderia um simples toque revelar um sentimento tão profundo, um sentimento que como um vulcão, entrou em erupção sem ao menos dar um sinal de alerta?
Há anos reconheciam-se, o amor nunca foi seu forte, na verdade nem ao menos sabia que existia amor, afinal estava aprisionado por uma paixão, ao qual todos tinham conhecimento. Olhares eram trocados a todo o momento, palavras nunca eram ditas, mas quem advinharia que tal amor fosse aflorar logo pela pessoa que nunca imaginaria?!
Naquele dia procurando alívio, sentiu uma mão puxá-lo com toda força para seus braços, mãos essas que desejavam, ardiam de amor e paixão a procura do corpo e do coração que tanto almejava. Naquela hora sua alma saiu de si, aquele ambiente soturno, coberto por cortinas enormes e verdes, transformou-se em um deserto, no qual apenas aquelas duas almas interligavam-se não só em corpo, mas em mente e alma. A plateia cega já não enxergava mais, o que aconteceria no próximo ato.

De: Estevão Eduardo
Para: ?!

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