sábado, 14 de março de 2009

O efeito da crise nas Artes


O que era de se esperar aconteceu, a alguns meses a crise econômica mundial já começou a dar sinais negativos no mundo das artes. Isso se deve ao fato de que quando essa crise começou o mundo artístico continuava lucrando seja nos cinemas, teatros ou até mesmo em leilões de artigos históricos ou de artes. Mas não demorou muito para a recessão atacar todos esses pontos. Primeiro que os leilões começaram a ser menos frequentados devido ao alto custo de venda dos artigos arrebatados, alguns chegando a custar cerca de US$ 100 milhões tornando a compra quase que impossível por grandes magnatas, os principais participantes desses eventos. Hollywood tambem entrou em recessão, mas nesse caso foi bem antes da crise estourar, para quem não se lembra, na metade do ano passado houve uma greve geral de roteiristas que reivindicavam seus pagamentos, e até os lucros das vendas dos filmes em Dvd. Além tambem de que as salas de cinema estão cada vez mais vazias, um dos motivos pelo qual atores estão viajando o mundo inteiro para divulgar seus longas. O mundo da moda tambem deu seus sinais negativos ao usar figurinos menos glamourosos, e a economizar nas grandes festas de divulgação seja de uma marca, seja de uma nova grife.

As peças de teatro vem sendo menos frequentadas, as óperas e balés menos ainda devido ao grande custo que tem de se desembolsar para comparecer a um evento desses. Até os shows de artistas famosos no mundo inteiro vem sendo desvalorizados, esse é um dos principais motivos que trazem cantores(as) super famosos ao Brasil (lugar onde a crise não chegou com muita força), como exemplo temos Madonna, U2 (que vieram ano passado), e Elton John, Iron Maiden, Alanis Morissette, Radiohead...(que estão previstos para esse ano).

Talvez a única forma artística que não sofra tanto seja os Museus, devido a grande flexibilidade de horarios e os preços cada vez menores. E a tendência é crescer cada vez mais em países como a França, com a recente lei de entrada gratuita em museus imposta pelo presidente Nicolas Sarkozy. Isso é o que chamamos de incentivo cultural!

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