terça-feira, 18 de maio de 2010

Minhas costas

Ouro coberto de sol, repleto de brilho espesso
A carne é tão fraca que chega a tremer de desejo
Eu grito, choro, me toco, vejo um corpo que passa
Explodo em sentimentos de um lívido prazer
A mão que cumprimenta é a mesma que dá o troco
A boca que fala é a mesma que percorre o corpo
Minhas costas, arauto de gozo extremo, tocada pela vento
Pelas mãos de quem não está, pelos dedos solitários
Meus olhos são a porta aberta ao pecado
Deixados para lembrar do passado
O futuro trás as incertezas do amor
O prazer trás as certezas do momento
Corpo que enlaça o nada, tocado, passado, deitado
Falta alguém
Falta outro corpo
Ou será assim mesmo só e deixado para amar sozinho?

- Estevão Eduardo -

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