domingo, 11 de julho de 2010

Clichês existem

Durante quatro anos eu fui seu animal de estimação
Seu pior amigo
Seu menor amante.

Durante longos quatro anos eu fui seu único confidente
Sua menor paixão
Seu indevido amor.

Durante todos esses anos nunca lhe neguei um único olhar
Sempre pus esperança nesse meu plano inefável
Nunca consegui, nem por um momento, te esquecer.

Durante esses efêmeros quatros anos eu esperei pacientemente
Eu te encontrei em lugares estranhos
Nunca sonhei, dormindo, com você.

Nesses quatro anos eu aprendi inúmeras coisas
Aprendi que o destino existe, mas que a vontade é que faz o momento
Descobri que Deus não nos quer juntos.

Descobri, nesses quatro anos
Que o tempo pode passar, mas que, às vezes, o amor é eterno
Que você é terrivelmente engraçado, quando assim o quer.

Em quatro anos eu já troquei seu nome duas vezes
Esperei o inesperado acontecer
Coloquei em suas mãos a nossa sorte.

Nesses imbecis quatro anos eu fui atrás de você em lugares inimagináveis
Eu gritei seu nome nas ruas
Mas fiquei mudo em frente à sua face.

As horas desses anos correram pra você
Caminharam pra mim
Não fez efeito no real.

Nesse tempo você foi meu sol
Minha respiração quando me faltava
Meu único motivo de ter caído do altar.

E nesses quatro anos eu te dei todos os motivos pra ficares
Dei-te o cetro, a coroa
O trono para morares ao meu lado, mesmo que sem reino.

Eu mudei nesses quatro anos
Eu amei outras pessoas
Eu quis outras pessoas.

Mas dentro desses pequenos, mas significativos, quatro anos
Eu descobri que o tempo pode passar o tempo que lhe convier
Mas pode-se passar mais quatros anos, eu sempre estarei aqui.

- Estevão Eduardo -

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