quarta-feira, 7 de julho de 2010

Minha mulher

Deus, como eu a amo.
Se ela tão soubesse que eu fiz cem versos sem rimas e ela ainda estaria me negando
Se tão somente ela soubesse que desenhei seu rosto em folhas pra não a esquecer
Ou que guardei na memória, mesmo fraca, o cheiro do seu perfume tão doce quanto o mel
Tão leve quanto o ar, se ela soubesse que eu não sei como chegar em sua casa
Mas que gostaria de poder estar sentado em seu colo desfrutando dos seus lábios
Que chorei lágrimas de amor e que as enxuguei tão triste, tão só, tão esperançoso
Deus, se assim o Senhor quiser, e assim tenho certeza
Fazes com aquela menina, tão inocente, mas tão bonita em seu andar, me note
Traga-me uma flor, sua melhor flor, para que eu possa cheirá-la toda manhã
Sentir a brisa dos cachos de seu cabelo sobre meu peito
Minhas mãos por cima da sua cintura tão fina, tão mulher com ar de menina
E que ela perdoe-me por estar assim, tão firme, tão duro dentro de mim
Que ela cante no meu ouvido sua mais sinceras aventuras
E que eu, tão velho, tão cansado, possa realizar todas elas
E que pegue na minha mão, abrace-me contra seu seio farto e me faça homem
Assim como todos os outros com quem já estive.

- Estevão Eduardo -

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